Da Redação
Moradores dos municípios que serão atingidos pela construção de cinco barragens no Piauí realizaram um protesto durante a realização de audiência pública. A audiência foi organizada pela a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco-Chesf, em conjunto com a Cnec, a EnergIMP e a Queiroz Galvão. O encontro foi o último realizado antes do processo de licitação.
A audiência pública que foi coordenada Pelo Ibama, contou com a presença de representantes de autoridades ligada ao meio ambientes, Governo além de moradores de vários municípios que serão atingidos, como Ribeiro Gonçalves, Uruçuí, Floriano, Amarante e Palmeirais, além dos municípios piauienses municípios do Maranhão também seriam afetados. Seriam mais de 16 mil pessoas desalojadas nos municípios do Piauí e Maranhão.
Enquanto o diretor de engenharia da Chesf, José Ailton de Lima apontava a necessidade da construção das Hidrelétricas para integrar a rede elétrica nacional e fortalecer a rede do Piauí, os moradores protestavam com faixas e cartazes nas mãos, para a não construção das barragens nos seus municípios, porque iriam causar grandes prejuízos a população atingida.
Para o morador José Orlando Vieira, do povoado Vitória, em Plamerais, que pode ser alagado com a construção de uma das barragens, as empresas só estão apresentando os impactos ambienteis, esquecendo que a ação iria trazer outros prejuízos aos moradores, principalmente sociais e psicológicos.
“No povoado Vitória, são 45 famílias e praticamente todos nasceram no povoado, por isso a nossa expulsão do local já está provocando problemas emocionais, e alguns moradores estão tendo problemas de saúde, como hipertensão só em saber que terão que deixar suas casas”, disse o morador. As empresas falem em compensação ambiental.
Fonte: DP
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