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Acusados pela morte de PM do PI tem sigilo bancário e telefônico quebrado

A Justiça do Piauí  autorizou a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico de parte dos acusados de participação na morte do policial militar do Bope Claudemir de Paula Sousa, assassinado com oito tiros no dia 6 de dezembro do ano passado. Em decisão publicada no sistema judicial eletrônico nesta terça-feira (14), a juíza Maria…


A Justiça do Piauí  autorizou a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico de parte dos acusados de participação na morte do policial militar do Bope Claudemir de Paula Sousa, assassinado com oito tiros no dia 6 de dezembro do ano passado. Em decisão publicada no sistema judicial eletrônico nesta terça-feira (14), a juíza Maria Zilnar Coutinho afirmou que as quebras irão servir para confirmar com segurança a autoria e as circunstâncias do crime.

No mesmo documento, a magistrada também aceitou petição do Ministério Público do Piauí pela denúncia dos oito envolvidos pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (mediante pagamento e sem chance de defesa para a vítima) e também por associação criminosa.

A quebra dos sigilos foi solicitada pela Polícia Civil do Piauí. Com relação ao sigilo telefônico, todos os acusados terão suas comunicações periciadas. A Justiça determinou que as empresas prestadores de serviço devem enviar um todos os telefones habilitados nos nomes dos acusados, bem como histórico de ligações geradas, recebidas e tentadas, e ainda o conteúdo dos torpedos enviados e recebidos no período de 10 de setembro a 10 de dezembro de 2016.

Sobre a quebra do sigilo fiscal e bancário, apenas Leonardo Ferreira Lima e Maria Ocionira Barbosa, que, segundo o MP, mantinham um relacionamento amoroso e encomendaram a morte, e a vítima, Claudemir Sousa, tiveram seu sigilo violado.

A juíza Maria Zilnar solicitou também que o MP se pronuncie sobre um pedido de revogação de prisão e desmembramento do processo de Thaís Monait Neris de Oliveira, apontada pela denúncia como “olheira” para a consumação do homicídio. A decisão prevê o envio dos autos processuais para a Políci Federal, já que existem indícios de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) praticadas por alguns dos acusados.

A defesa de todos os citados foi procurada, mas ninguém foi encontrado para comentar as decisões da Justiça.

População se aglomera em frente ao local do crime, no bairro Saci, Zona Sul de Teresina. (Foto: João Cunha/G1)
População se aglomera em frente ao local do crime, no bairro Saci (Foto: João Cunha/G1)

Circunstâncias do crime
Tanto a investigação da Polícia Civil, quanto o Ministério Público apontam que os acusados Leonardo Ferreira Lima e Maria Ocionira Barbosa de Sousa, que mantinham um relacionamento amoroso e eram parceiros em supostas fraudes ao INSS, encomendaram a morte da vítima. A denúncia aponta que Claudemir havia retornado há menos de um mês para Teresina, e tencionava reatar o namoro com Maria Ocionira, chegando, inclusive, a pedi-la em casamento.

A peça do MP defende que, temendo que a reaproximação prejudicasse sua relação amorosa e financeira, os acusados planejaram o homicídio, ofereceram R$ 20 mil aos executores. A negociação foi intermediada pelo acusado José Roberto Leal da Silva, conhecido como Beto Jamaica, que contatou Weslley Marlon Silva, Francisco Luan de Sena e Igor Andrade de Sousa para estabelecer os termos da contratação.

A investigação mostra que coube a Weslley Marlon Silva e a outro acusado, Flávio Willame da Silva, a tarefa de executar a vítima. A denúncia aponta ainda Thaís Monait Neris de Oliveira, que, junto com Francisco Luan de Sena, serviram como “olheiros”, sendo que o segundo ficou responsável por transmitir um aviso aos dois atiradores quando a vítima saísse da academia.

O MP afirma ainda que o casal acusado tinha marcado duas viagens, sendo uma para Natal (RN) no final de 2016 e outra para a Europa em janeiro de 2017. No mesmo dia do homicídio, Maria Ocionira trocou mensagens com a mãe da vítima, informando que se casaria com Claudemir em fevereiro deste ano. O representante do Ministério Público ressalta que tal atitude demonstra a frieza da acusada, que agiu de forma calculada.

Fonte: G1

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